5 erros para serem evitados no transporte de cargas

Quem precisa fazer seus produtos saírem do local de produção até chegarem às mãos dos consumidores sabe que o desafio é grande. É difícil percorrer as distâncias em um país enorme como o Brasil, que, para piorar, não oferece muitas opções de meios de transporte.

Por isso, para minimizar as chances de contratempos ao longo do caminho, listamos 5 erros que devem ser evitados no transporte de cargas. Boa leitura!

1. Não optar pelo tipo correto de embalagem

O primeiro passo para que o transporte seja um sucesso é fazer a escolha da embalagem correta, que proteja o produto e garanta a conservação da sua qualidade. Para tomar essa decisão tão importante é preciso, antes de tudo, pensar nas características do que será transportado.

O produto contém partes de vidro e, portanto, é extramente frágil? Ele não pode sofrer incidência de luz ou entrar em contato com odores? As embalagens poderão ser empilhadas? Essas são apenas algumas das perguntas que devem ser feitas antes de escolher o tipo da embalagem, desde o seu formato até o material de composição.

É essencial, principalmente na hora de transportar cargas delicadas, como equipamentos eletrônicos e alimentos, que o material da caixa seja resistente e não deforme facilmente. Além disso, não se esqueça de sinalizar bem o tipo de carga que está sendo transportada, indicando a fragilidade quando necessário. E, se for o caso, verifique se tudo está bem preso.

Por fim, considere que a embalagem não pode acrescentar peso demais ao produto transportado, já que muitas transportadoras cobram pelo peso dos volumes carregados. Dessa forma, opte por caixas de papelão em vez de caixotes de madeira, por exemplo.

2. Não contratar seguro para as mercadorias

Seguro é o tipo de gasto que consideramos desnecessário até o momento em precisamos dele. Só quem já perdeu uma carga desviada, roubada, extraviada ou danificada e teve que arcar com o prejuízo sabe que a contração de um seguro que proteja contra esses imprevistos é indispensável.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), no ano de 2016 o prejuízo ocasionado pelo roubo de cargas foi de 1,6 bilhão de Reais. Naquele ano, foram registradas 22.500 ocorrências do tipo.

Portanto, a contração de um seguro deve estar sempre no topo da lista de prioridades, principalmente para quem transporta materiais com alto valor comercial, como smartphones e notebooks. É melhor não precisar acionar o seguro, mas caso algo indesejado aconteça é bom ter proteção garantida.

3. Deixar de avaliar os custos

O custo para realizar o transporte de cargas é um fator que não deve ser deixado de lado. Um frete muito alto pode encarecer o produto, fazendo com que ele se torne menos competitivo diante dos concorrentes.

Para alcançar o melhor valor na hora de levar a mercadoria de um ponto a outro é preciso estimar tanto os custos fixos (salário de motoristas, funcionários, impostos e manutenções preventivas de veículos) e variáveis, que mudam de acordo com a distância percorrida (insumos, como pneus, combustíveis e lubrificantes).

4. Não escolher a opção mais adequada para o transporte de cargas

Assim como é necessário critério na hora de escolher a embalagem para acondicionar seu produto, o momento de decidir qual será o modal pelo qual o transporte será feito passa por responder algumas perguntas.

Por exemplo: é preciso que o produto esteja no destino em quanto tempo? Ele precisa de condições específicas de armazenamento durante o transporte, como refrigeração? Quanto é possível gastar com o frete, levando em conta o valor da mercadoria?

As formas mais comuns de transporte são a ferroviária, a rodoviária, a aérea e a hidroviária, seja por rios ou mares. Cada uma dessas alternativas apresenta suas vantagens e desvantagens e é indicada para determinados grupos de produtos.

O transporte ferroviário costuma ser um pouco mais lento que as demais opções, mas é adequado para transportar grandes quantidades de materiais por longas distâncias, como produtos agrícolas ou minérios.

O transporte aéreo é mais rápido, mas não permite o carregamento de grandes quantidades, ao contrário do ferroviário. Além disso, ele é mais caro e limitado. Por outro lado, ele costuma ser mais seguro e rápido. Assim, ele pode ser considerado uma opção interessante para o transporte de produtos eletrônicos.

O meio rodoviário é o mais utilizado no Brasil. Ele é indicado para o transporte de produtos perecíveis ou com valor agregado em curtas distâncias. Apresenta a desvantagem de ser mais caro, principalmente em estados onde há a cobranças de tarifas de pedágio nas estradas.

Finalmente, o transporte hidroviário, é indicado para o transporte de cargas pesadas em longas distâncias de maneira similar ao transporte ferroviário. É um meio barato e viável, mas que também pode ser desinteressante pelo tempo que demora.

Portanto, escolher o meio mais adequado para o transporte é uma questão respondida com base em diversos fatores, já que a escolha errada faz com que seu produto custe mais caro para ser levado ou ainda atrase, que é mais um erro que deve ser evitado.

5. Não cumprir prazos

Toda vez que uma entrega atrasa, é inevitável que aconteça uma quebra de confiança entre as partes. Por mais que imprevistos aconteçam, o cliente não quer saber o que aconteceu para justificar a demora excessiva em receber sua mercadoria. Isso certamente vai fazer com que ele pense duas vezes antes de negociar novamente com sua empresa, por melhor que seja o produto.

Quase sempre um atraso é consequência do planejamento inadequado em determinado ponto da operação. Para diminuir as chances de que atrasos ocorram é preciso investir em tecnologias, como sistemas de rastreamento e controle de estoque, que deem uma visão geral de todos os estágios do processo.

O transporte de cargas é uma atividade essencial, tanto para quem vende quanto para quem compra. Porém, por mais que os cuidados sejam tomados, eventualmente problemas vão acontecer. Quando aparecerem, o segredo é lidar com eles da melhor maneira possível e aprender para que a experiência não se repita.

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