O que é design sensorial?

De forma breve, podemos definir o design sensorial como o processo estratégico de criar projetos em que a experiência de marca desencadeia reações de um ou mais sentidos, evocando uma resposta intuitiva. Mas, na prática, o que isso realmente significa?

Você já deve ter ouvido falar nele e é bem provável que já tenha experimentado um pouco de suas vantagens, mas talvez nunca tenha buscado entendê-lo melhor. Por isso, preparamos esse post com todas as informações necessárias para você e seu negócio usufruírem desse tipo de design. Confira:

Os sentidos como porta de entrada da percepção

Nós, seres humanos, vemos o mundo através da lente de múltiplos sentidos, que interagem e nos ajudam a construir compreensão sobre o universo ao nosso redor. Quando decidimos realizar uma compra ou interagir com uma marca, isso não poderia ser diferente: é por meio dessas entradas sensoriais que descobrimos o que devemos comprar ou deixar na prateleira.

Foi pensando na maneira como absorvemos informações que surgiu o design sensorial. Esse conceito nasceu quando as empresas notaram que deveriam aprender a comercializar seus produtos com todos os cinco sentidos em mente. É graças a ele que entendemos que um produto de design multissensorial é capaz de produzir uma experiência de consumo melhor e mais completa.

Em última análise, são essas experiências aprimoradas de consumo que determinam nossa fidelidade a uma marca. O design sensorial é, portanto, a combinação de todos os nossos sentidos para fornecer uma única mensagem sobre uma empresa e seus bens de consumo.

Design sensorial e a experiência de marca

Quando falamos em marcas, é fácil associá-las a um logotipo, um conjunto de cores, imagens e ícones, mas não é necessário tê-las como construções exclusivamente visuais. A verdade é que as grandes empresas sabem tirar proveito de uma marca para além disso.

Você já entrou em uma loja e teve a impressão de estar em um ambiente completamente diferente, com um cheiro característico, além de texturas e sons agradáveis que serviam para complementar e enriquecer sua experiência? Então você já esteve em contato com o design sensorial.

Empresas que sabem tirar proveito de uma marca para além do visual tendem a experimentar benefícios econômicos significativos sobre a concorrência. Quem já adquiriu um produto Apple sabe disso. Desde o momento em que você abre a embalagem até a hora que liga seu gadget, cheiros, texturas e a forte (embora sutil) presença da maçã fazem de seu novo aparelho algo ainda mais significativo.

Mesmo que esse exemplo ilustre bem como o design sensorial funciona, ele não explica seus princípios. A seguir, vamos navegar individualmente por cada sentido e entender como são explorados pelo design sensorial. Acompanhe:

Visão

A visão é tradicionalmente o sentido mais explorado pelas empresas para desenvolver suas marcas no mercado, e não é difícil entender o porquê: de embalagens a websites, passando pela publicidade na televisão, o nosso primeiro ponto de contato com uma marca costuma ser visual.

As pessoas gostam de ver logos atraentes, cores corporativas e personagens que possam relacionar a um produto específico. Não é de se estranhar então que a maioria delas reconheça os logotipos da Pepsi ou o Papai Noel da Coca-Cola quase que de imediato.

Embora esses elementos sejam o ponto focal da estratégia de negócios na maioria das companhias, isso vem mudando lentamente. O que as marcas já perceberam é que o uso de elementos visuais pode não ser tão importante se seu produto estiver adequadamente posicionado e puder ser associado a outros estímulos.

Quer um exemplo? Os aficionados por carros sabem que o barulho de um motor da Ferrari é uma de suas assinaturas. E não é sequer preciso botar os olhos num carro da marca para reconhecê-lo a distância.

Ao estimularmos outros sentidos, conseguimos fugir de clichês sem sacrificar a identidade ou o reconhecimento do nosso produto.

Audição

Em termos de popularidade, a audição é o segundo sentido mais explorado no branding — inclusive, acabamos de usá-la como exemplo no tópico anterior. O som é constantemente usado no marketing e na publicidade para apelar a nossos ouvidos, visto que as empresas sabem que não terão elementos o suficiente para influenciar as decisões de compra do consumidor se fizerem campanhas dispondo apenas de elementos visuais.

Pense no comercial de sua marca de salgadinhos favorita. Agora pense nesse mesmo comercial sem um ruído sequer. Não funciona, certo?

Por isso, sons agradáveis e jingles são utilizados para criar uma impressão duradoura na mente do consumidor. Da música que você ouve em um comercial ao som de inicialização de um celular, o sentido da audição é estimulado para adicionar camadas a nossas experiências de consumo.

Paladar

Se para entender o design sensorial precisamos visitar cada um de nossos sentidos, não poderíamos negligenciar de forma alguma o paladar. Há muito poucas ferramentas mais eficientes para garantir reconhecimento do que um produto com sabor distintivo.

O KFC, por exemplo, tem como carro-chefe um dos segredos mais bem protegidos da indústria. Até hoje, poucos são os indivíduos que conhecem a mistura exata de especiarias que dão a seu frango o sabor característico. A Coca-Cola também convive há anos com os rumores de utilizar um ingrediente secreto, que confere à bebida um sabor diferenciado com relação aos concorrentes.

A ideia de uma receita desconhecida não é nova e até nossas avós já se utilizavam dela. O envolvimento do sabor no desenvolvimento da marca também não é novidade, embora recentemente as empresas tenham começado a perceber a importância de combinar sabores e outros sentidos na criação de uma experiência de consumo melhor.

Mesmo que uma marca não venda produtos alimentícios, ela pode explorar o paladar de seus consumidores. Seja servindo um biscoito exclusivo em sua loja ou distribuindo uma edição limitada de alguma bebida, é possível incluir o sabor em seu design sensorial.

Tato

Nem todas as marcas entendem nossa sensibilidade e tendência natural a interagir tatilmente com o ambiente a nosso redor. Mas é fato que, muitas vezes, compreendemos o mundo por meio de texturas e gestos.

Muitos de nós conseguimos, por exemplo, utilizar o computador sem olhar para suas teclas. Isso ilustra o desenvolvimento de uma memória física e também a inclusão de certos produtos em nosso cotidiano.

Rótulos, embalagens texturizadas e garrafas adaptadas às nossas mãos são outros exemplos de como nosso senso tátil nos permite criar uma conexão mais próxima com determinadas marcas.

Olfato

Por último, mas não menos importante, ficou o olfato. Você sabia que o nariz humano consegue dizer a diferença entre milhares de odores?

Além de ser o mais intenso dos sentidos, ele também é o que mais fortemente se associa a nossas memórias. Façamos um exercício: pense em sua infância e tente lembrar de algum produto de que realmente gostava. Seja o que for — um brinquedo, algum doce ou até mesmo um móvel —, você deve ser capaz de recordar seu cheiro sem muito esforço. As marcas também podem usar o incrível poder do olfato para enaltecer seus produtos aos consumidores.

Nem todos os sentidos se aplicam a todos os produtos, mas vale olhar com atenção para os exemplos de design sensorial ao nosso redor. Você provavelmente interage com marcas e produtos que exploram bastante essa técnica para melhorar sua experiência de consumo.

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